quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ralando

Pessoal, tá pintando uma viagem nova. Lá vamos, eu e o chefe, rodar esse mundo maluco. Não dá pra adiantar ainda, mas é para breve. O chefe tá muito ocupado. Aula, agência e muito trabalho. Bom pra ele e ruim para mim que fico pegando poeira na prateleira.
As meninas do Projeto Tamar reclamaram que não viram a foto... É só procurar nos posts mais antigos. Ela está lá, afinal, promessa é dívida. Coloquei as fotos assim que voltamos para Fortaleza.
Não sei como vai ser o carnaval, capaz da gente ir rodar em algum lugar por aí. Cá entre nós, o chefe tá ficando velho, vai preferir algo para descansar. "Sossego é tudo", ele diz.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Biografia II – O Cinema na minha vida.
Uns dois anos depois de ter conhecido meu chefe, o Yoman – o cara que me arrumou o emprego -, lançou um desafio para meu chefe e seu parceiro de desventuras: fazer um filme em Super 8. A obra se chamaria “O Gorila” e, além de mim, contaria ainda com um grande elenco. A história se passava numa selva tropical onde um galã (eu), um astronauta e um robô, eram designados para encontrar e matar uma fera: o tal gorilão. Para o papel principal: um gorila! O cara era meio passado... Tinha vindo dos EUA em 1966 e era movido a corda. Era grande, batia os punhos acorrentados no peito e emitia um grunhido esquisito. Já viram, né? Um boneco fajuto do King Kong. Ele fez o teste e, sem mais concorrências, ganhou o papel. Até que ficava bem na frente das câmeras. Tinha uma aparência assustadora e ainda sabia falar inglês. Eu, como disse, já estava escalado. Era eu e o resto. No papel do astronauta, um Astronauta. Feito pela Atma ou pela Troll, não lembro mais, o cara viria a se tornar um grande amigo. Embora não tenha ido muito bem no filme, acabamos grandes amigos e aprontamos algumas farras muito boas. Caladão, feito em plástico duro, o Astronauta não tinha lá muitas expressões. Lembro que o filme começava com ele chegando na tal selva. Grandes efeitos especiais para época. Acredito que, mesmo atualmente, ainda poderia fazer algum sucesso. O outro ator convidado era meio estrela – sem trocadilho. O Robô. Sujeito antipático. Japonês e movido à pilhas. Era muito mecânico nas representações. Mas a cena final do filme é por conta dele. O cara enfrenta o Gorila, leva uns cacetes e fica todo quebrado. Manja aquele clichezão? Herói mata o vilão e morre. Mas, no final, revive. Lembra um pouco esse filmezinho que fizeram agora: Wall-e. Esse pessoal da Pixar deve ter visto alguma coisa de “O Gorila”. Aí, pintou a inspiração, sei lá. Voltando ao Robô. Quieto, ficava na dele e não falava com ninguém. Logo depois do filme ser lançado ele se arrancou. Não ouvi mais falar dele... Vocês viram uma foto de divulgação antiga. A qualidade tá ruim, mas dá pra relembrar da galera. O Astronauta ainda mora no Rio. Pelo que soube o cara se aposentou e anda meio pancada. O filme foi lançado com sucesso. Várias sessões e uma exibição gratuita para a comunidade. Tinha fila pra entrar. O quarto-cinema comportava umas 10 pessoas. Foi uma semana inteira com o filme sendo exibido em sessões seguidas. Ah, o sucesso...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Depois do Rio, Almofala para descansar.

Foi um fim de semana rápido. Saímos daqui, Fortaleza, por volta das 6:30 da manhã de sábado e, mais ou menos 250 quilômetros depois, chegamos em Almofala. Pois é, Almofala é uma praia, é bem pertinho de Itarema e à caminho de Jericoacoara. Aqui no Ceará, as praia são realmente muito lindas. Almofola é a terra dos índios Tremembés e ficou conhecida nacionalmente por ter uma igreja secular, que passou 50 anos coberta por uma duna. Hoje, a duna se foi e a igreja, funcionando, é realmente muito bonita. Construída com uma mistura óleo de baleia e sei lá mais o quê está localizada numa pracinha simpática com uma imagem de Cristo prateada (estranha...). A estrada nova (BR 085) é um show e a viagem aconteceu sem maiores percalsos. Ah, um aviso. Se quiser se aventurar, é bom encher o tanque e esvaziar a bexiga, a estrada entre Almofala e Fortaleza é bem novinha mas quase não tem postos de gasolina. Que me lembre – numa distância de 100 km – só vi um... Besteira. Chegamos, tomamos um café reforçado e seguimos imediatamente para a praia. Barraca do Grinco. Estrutura boa, serviço muito bom, numa praia cheia de atrativos. Na cidade, só tem uma pousada, mas a família do chefe tem casa e, ao que parece, é oriunda de lá. Mordomia total. Curtimos o sol pela manhã e, depois, almoço em família. Pela tarde fomos visitar uma unidade do Projeto TAMAR. Crianças até 12 anos não pagam e adultos compram um ingresso de R$ 2,00. Logo, duas estagiárias vieram guiar nossa visita ao local. Descobri que as tartarugas não desovam ali, o litoral cearense é o local de alimentação das bichas. O local foi bastante agradável e as meninas (Ih... Esqueci de perguntar o nome delas.) foram muito simpáticas. Uma estuda aqui mesmo em Fortaleza, faz Engenharia de Pesca; a outra vem de Brasília, faz Biologia por lá. Esclareceram muitas dúvidas e fizeram questão de tirar fotos comigo. Fazer o quê? Vou postar as fotos da aventura. Quem quiser descansar e descobrir um lugar muito legal, deve visitar Almofa.
A fauna local é rica, aqui examino uma água viva (Caravela)
Caminhos de pedras.

O horizonte promete.

Se pudesse, teria sido jangadeiro.
Muito a ser visto.
Velho lobo do mar.

A tal igreja que ficou soterrada.
A Barraca do Gringo. O gringo já morreu, mas a esposa dele continua a tradição.

Toda vez...
Tranquilidade em todos o momentos.